Ironicamente, beatles nunca foi minha “banda sina”, aquela que me seduzisse na adolescência, nem mesmo a que me ajudasse a descobrir o mundo da música. Ela é minha banda de infância e tem uma capacidade infinita sobre meu eu. É a banda que escuto (músicas pontuais, não todas) quando preciso me preencher, seja de mágoa ou de alegria. Escuto no meu intimo, nunca de maneira publica… a mesma música me faz chorar dias e me traz um sorriso no meio de uma situação dura, é bem abstrato.
É a banda que sempre digo não poder ouvir quando for velhinha, já que me lembra minha mãe de uma maneira forte, severa mas muito romântica! Ahh como eu amo essa mulher, não poderia um dia me ver sem ela, sem aquele cheiro que recheia meus sonhos e me traz uma paz sem tamanho. Tenho sofrido por ela esse dias, sou impotente, e ainda acumulo problemas diários, impassíveis as avessas. Parece que ao ouvir, meu corpo se lava, mesmo que não seja a banda que mais amo. É bem peculiar. As vezes quando escuto a musica mais boba e feliz, eu choro, pela emoção daquela infância com a pessoa que mais amo no mundo. A pessoa que segue ao meu redor, me consolando e perturbando, com o intuito de me empurrar ao crescimento. Até quando uma desgraça me acontece, eu penso: “ai meu Deus, o que vou falar para minha mãe?” e nesse instante a dor diminui porque me foco mais naquilo que ela vai sentir do que no que estou passando. Foi assim quando cai de bicicleta. Não tenho direito de faz esta mulher sofrer
um dos meus poucos medos de casar é ficar longe dela. Ou de ir embora, talvez de trilhar um caminho difícil, é de vê-la sofrer. De nada valem os meus sentimentos quando ela não tá bem. Até minha tristeza (pessoal) se torna minuscula quando ela não tá bem. Eu não to bem.
Essa música é simples, mas é linda.